Sertões Petrobras

FIA apresenta nova geração de carros e UTVs para o rally raid

Maior segurança, menores custos e espaço para motores movidos por energias alternativas. Com esses objetivos, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) apresentou as linhas gerais da nova geração de máquinas para as competições de rally raid. Tanto os modelos da Ultimate (T1+), a principal categoria da modalidade, quanto os da Challenger (os UTVs T3, protótipos ou com maior grau de preparação) ganharão mudanças nos próximos anos.

Na Ultimate, a principal novidade é a adoção de uma célula de sobrevivência tubular desenhada pela própria FIA, com materiais e reforços de segurança padrão. Uma medida semelhante à adotada a partir do ano que vem para os carros do Mundial de Rally (WRC) que tira, dos fabricantes, os custos e o trabalho de projeto e desenvolvimento do componente. As dimensões da cabine serão aumentadas e o posicionamento dos assentos rebaixado. Além disso, a ideia é abrir espaço para propulsores híbridos, totalmente elétricos ou movidos a hidrogênio, por exemplo – o regulamento técnico detalhado deve ser anunciado ao longo dos próximos meses.

Os UTVs da Challenger também ganharão reforços na gaiola de proteção e passam a ter obrigatoriamente a carroceria fechada (parabrisa dianteiro e janelas laterais). Os motores turbo terão capacidade máxima de 1.620cc e o peso máximo será elevado para desestimular o uso de materiais e soluções mais leves, que aumentam o custo do desenvolvimento e da produção.

As mudanças são fruto do trabalho da Comissão de Rally Raid da FIA, que tem como um de seus integrantes o diretor técnico do Sertões Petrobras, Edgar Fabre. A previsão é de que a estreia da nova geração da Ultimate aconteça em 2030, um ano depois da chegada dos Challenger renovados.

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